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Você sabia que violência sexual nem sempre tem contato físico?

Sabia também que não escolhe idade, sexo, raça e/ou classe social?


Foto: Freepik

Apesar da violência sexual estar descrita na OMS (Organização Mundial da Saúde), no Código Penal Brasileiro, na Lei Maria da Penha e no Estatuto da Criança e do Adolescente, tem grande parte de sua caracterização na invisibilidade, pois muitas pessoas fazem sua associação somente à conjunção carnal.

Porém, sua definição vai muito além. Outros pontos, como a vergonha, a culpabilização de quem sofreu a violência e a falta de compreensão sobre a importância da educação sexual desde a infância também deixam essa violência ainda mais velada.

Há 50 anos, o mês de maio foi marcado por um crime bárbaro contra uma menina de 8 anos, fazendo a data de sua morte se tornar o “Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes”. É urgente a necessidade de se informar, mobilizar e conscientizar toda a sociedade na luta pela proteção, garantia dos direitos e do desenvolvimento seguro das nossas crianças e adolescentes.

Sabemos que fatores como idade, frequência da violência, proximidade com o agressor e contexto de vida precisam ser levados em consideração ao se pensar na extensão desse trauma. São inúmeras as consequências da violência sexual, a curto e longo prazo, como por exemplo: somatização, depressão, ansiedade, crises de pânico, transtornos alimentares, ideação suicida, entre outras.

Precisamos entender o que caracteriza uma violência sexual:

  • Falas erotizadas;

  • Obrigar a criança e/ou adolescente a tirar a roupa;

  • Tirar fotos e/ou gravar vídeo da outra pessoa (crianças e adolescentes) e divulgar, comercializar;

  • Mostrar os órgãos genitais;

  • Mostrar imagens, vídeos, filmes com conteúdo pornográfico;

  • Se masturbar na frente de outras pessoas (crianças e adolescentes);

  • Ter relação sexual na frente de outras pessoas (crianças e adolescentes);

Em nenhum desses exemplos, houve o contato físico. Mas aconteceram a invasão do espaço pessoal, o rompimento do limite e a apropriação do corpo. Você, responsável por uma criança e/ou adolescente, fique atendo aos sinais:

  • Apatia, isolamento, depressão, ansiedade;

  • Irritabilidade, explosões de raiva;

  • Alteração no sono, perda de apetite;

  • Dores, diarreia, vômito, febre;

  • Medo, fobia, falta de concentração;

  • Brincadeiras hipersexualizadas;

  • Mudança radical na aparência, fuga de casa, autolesão;

  • Abuso de substâncias psicoativas;

  • Regressão (por exemplo, xixi na cama, chupar o dedo).

O que fazer se houver a suspeita ou confirmação:

  • Disque 100;

  • Disque 180;

  • Conselho Tutelar;

  • Ministério Público;

  • Delegacia;

E o mais importante: educação sexual!  Oriente de acordo com cada faixa etária. Isso não é ensinar a fazer sexo. Isso é prevenção! Não hesite em procurar apoio psicológico em qualquer situação de violência.


Autora: Amanda Wiering Psicóloga e arteterapeuta, com especialização em Psicologia Hospitalar. Psicóloga da área de Assistência Psicológica no Núcleo Espiral. Cursando Neuropsicologia.


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