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Lobos em pele de carneiro

Novela “Travessia” chama a atenção para o perigo ao qual crianças e adolescentes estão expostos



Nos últimos anos, a realidade virtual tem se tornado cada vez mais popular, oferecendo experiências imersivas em diferentes contextos, como jogos, treinamentos e atividades educacionais. A inteligência artificial dos ChatBots, Dall-e e midjourney.com alimentam realidades ilusórias e confundem nossa capacidade de discriminar o real do imaginário. Contudo, o seu uso tem gerado preocupações em relação à segurança, principalmente, quando se trata do assédio na internet.

O assédio na internet é uma forma de violência que ocorre em qualquer ambiente digital, como redes sociais, jogos e aplicativos de mensagens. É um crime que afeta pessoas de todas as idades e gêneros, especialmente, adolescentes que estão vulneráveis e em processo de formação de identidade. Isso pode incluir ameaças, insultos, exposição de informações pessoais e sexuais não consentidas, entre outras formas. Com a popularização da realidade virtual, essa prática se tornou mais comum, permitindo que os agressores se escondam atrás de avatares e pseudônimos para interagir e assediar suas vítimas.

Esses avatares podem ser personalizados de diversas maneiras, incluindo a aparência física, a voz e a personalidade. Muitas vezes, os usuários também usam pseudônimos ou apelidos, o que dificulta a identificação de agressores. Um dos exemplos mais recentes, divulgado na novela “Travessia”, traz um homem adulto se fazendo passar por uma mulher que aborda uma jovem adolescente.

Adolescentes são particularmente vulneráveis a situações de assédio e violência na internet, pois estão em um período de transição entre a infância e a vida adulta, o que pode gerar inseguranças e vulnerabilidades emocionais. Além disso, essa faixa etária está mais suscetível a explorar novos ambientes e tecnologias, o que pode deixar os jovens mais expostos a situações de risco.

Quando um adolescente é vítima de assédio na internet, pode sentir medo, angústia e insegurança. Com o tempo, esses sentimentos podem evoluir para a depressão, baixa autoestima, ansiedade, dificuldade de concentração, transtornos de estresse pós-traumático e, até mesmo, para o isolamento social.

Para ajudar a proteger os filhos, é importante que os pais conversem abertamente com eles sobre os riscos e a importância de se protegerem em ambientes digitais. Nunca se deve compartilhar informações pessoais com estranhos e sempre é necessário denunciar casos de assédio. É fundamental que os pais incentivem uma comunicação franca com seus filhos, criando um ambiente de confiança para que eles se sintam confortáveis em conversar sobre suas experiências e problemas.

Os pais também devem monitorar o uso de tecnologias pelos filhos, estabelecendo limites de tempo e atividades. Além disso, é importante ajudar o adolescente a desenvolver habilidades socioemocionais, como a resiliência e a assertividade, que podem auxiliá-lo a lidar com situações de assédio, bem como se proteger de agressores. Os pais também precisam estar disponíveis para oferecer apoio emocional e psicológico, caso seus filhos sejam vítimas de criminosos.

Em resumo, o uso da realidade virtual oferece diversas possibilidades de interação e aprendizado, mas também pode apresentar riscos à segurança dos usuários. O assédio por internet com o uso de realidade virtual é algo que deve ser levado a sério. Por isso, é fundamental que os pais estejam atentos e orientem seus filhos sobre as medidas de segurança necessárias para a utilização dessas tecnologias.


Autora: Carol Troque Designer da área de Comunicação do Renovar da ONG Núcleo Espiral.


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