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As palavras-trovão dela viraram música: a história da Luna

há 11 horas
3 min de leitura

Sabe quando uma criança parece estar sempre na defensiva, como se precisasse se proteger o tempo todo? Era assim com a Luna, de 12 anos.



No espaço comunitário, suas emoções e palavras vinham como trovões. Em casa, a convivência era marcada por conflitos com os irmãos, pela distância do padrasto e pela saudade silenciosa do pai, que morava longe.


Para Luna, demonstrar carinho não parecia ser fácil. Em vez de abraços, muitas vezes vinham os empurrões. Em vez de se aproximar, ela se isolava.

Era difícil encontrar um caminho até ela.


Mas nossa equipe percebeu que apenas impor regras não seria suficiente. Luna precisava de acolhimento, escuta e oportunidades para experimentar outras formas de se expressar e de se relacionar.


Aos poucos, algo começou a mudar

Nas rodas de conversa sobre autocuidado do Núcleo Espiral, Luna começou, aos poucos, a participar mais, encontrar novas formas de se expressar e construir vínculos. Uma amiga da escola também passou a fazer parte desse processo.


E então, durante uma entrega de lembranças no CCA, aconteceu uma cena simples que chamou a atenção de toda a equipe.

Luna pediu um presente a mais.

Mas não era para ela.


Ela queria levar o presente para a filha do seu padrasto, que havia faltado naquele dia por motivos de saúde.

Um pedido simples. Mas que dizia muito.


A menina que tantas vezes parecia ter dificuldade para se aproximar dos outros estava pensando em alguém que não estava ali.


Quando o afeto encontra espaço

Aquele gesto não aconteceu sozinho.

Ele fazia parte de um processo que vinha sendo construído pouco a pouco, em um espaço onde Luna podia falar, ouvir, experimentar e criar vínculos.

Com o tempo, os comportamentos agressivos deram lugar a uma convivência mais respeitosa e colaborativa em casa. Luna também passou a se isolar menos e encontrou novas formas de estar com as outras pessoas.

Não foi uma transformação de um dia para o outro.

Foi um caminho.

E talvez seja justamente por isso que a história da Luna nos faça pensar tanto em música.

Primeiro vieram os trovões.

Depois, aos poucos, ela encontrou outras formas de fazer sua voz ser ouvida e de ouvir também o que vinha do outro.


Pequenas atitudes também transformam

A história da Luna mostra que grandes mudanças nem sempre começam com grandes acontecimentos.

Às vezes, começam com algo pequeno.

Um pedido. Uma lembrança. Um gesto de cuidado.


Quando uma criança encontra um espaço seguro para se expressar e construir vínculos, novas possibilidades podem surgir.

É esse espaço que o Núcleo Espiral busca construir todos os dias com crianças e adolescentes.

Porque cuidar também é criar oportunidades para que cada um possa descobrir novas formas de estar consigo, com o outro e com o mundo.


Juntos, cuidamos para transformar.



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Para celebrar os 18 anos do Núcleo Espiral, vamos nos reunir em uma manhã de reencontros, histórias e troca. Uma oportunidade para conhecer mais de perto nosso trabalho e fortalecer essa rede de proteção a crianças e adolescentes.


📅 03 de outubro | 9h às 13h

📍 CCA Quadrangular — São Paulo



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💛 Juntos, cuidamos para transformar.


Nota: História inspirada em um caso real acompanhado por psicólogos e facilitadores do Núcleo Espiral. Para preservar a privacidade, os nomes foram alterados. As imagens utilizadas são ilustrativas (geradas por inteligência artificial).

 
 
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