118º Fórum do Comitê da Cultura da Paz e Não Violência – Desenvolver resiliência em tempos incertos

ago 21, 2018

Relatório de participação do programa PROEV no “118º Fórum do Comitê da Cultura da Paz e Não Violência – Desenvolver resiliência em tempos incertos”, conferido pela Professora Doutora Denise Gimenez Ramos, no Sesc Vila Mariana, 13 de março de 2018 das 19h às 21h, realizada pela parceria entre Unesco e Palas Athena.

 

O Núcleo Espiral, através do Programa de Estudos sobre a Violência – PROEV, participou do 118º Fórum do Comitê da Cultura da Paz e não Violência com o intuito de agregar conhecimento e elementos de analise ao Núcleo Espiral.

A Profa. Dra. Denise Gimenez Ramos é doutora pela PUC-SP e mestre pela New School for Social Research, ambos em psicologia clínica. Ela segue uma abordagem junguiana.

Na introdução da palestra foi apresentada a definição do conceito fisico de resiliência, que quer dizer a capacidade de um objeto voltar a sua forma inicial após ter passado por uma deformação. Para ilustrar como esse conceito se aplica em sociedade, foi dado o exemplo de Boris Cyrulnik, que sobreviveu ao campo de concentração nazista. A importância do contato com o outro e a empatia são colocados pela professora, pois, segundo ela, são pilares fundamentais para superação de experiências traumáticas.

Em seguida. é feita uma análise do ambiente necessário para desenvolver uma cultura de paz em sociedade, a Professora Denise dá o exemplo de uma“ semente num solo fértil para desenvolver o código genético”. A questão da perda da individualidade em regimes totalitários também é trazida como uma forma de alienação do ser com seu interior.

Algumas variáveis são colocadas para o bem estar individual, e por consequência, para a paz social, são elas sistema educacional, sociedade e produção cultural. Novamente, a importância da resiliência, como capacidade de adaptação e maleabilidade é posta pela professora. O exemplo do bamboo, por ter uma estrutura rígida e ao mesmo tempo flexível, é adotado para ilustrar esse pensamento.

Na segunda parte da apresentação busca-se encontrar explicações para o entender de onde indivíduos devem encontrar forças para superação. Esses possíveis caminhos são chamados de volta a origem : a) família, b) cosmos ou c) religião. A professora Denise desconstrói essas três esferas pois as probabilidades de frustração são muito altas.

A conclusão é que necessariamente deve-se encontrar um fio condutor, algo que retenha as experiências humanas e transcenda o concreto. Foi exposto o arquétipo da criança divina de Yung. Essa criança interior seria responsável por trazer o impulso de auto-realizado e de multi realizações. Fizemos um exercício de visualização dessa criança e uma rodada de perguntas foi feita para a professora.